sábado, 11 de julho de 2026

A Casa Junto ao Mar de Kristin Hannah

Leitura agradável e emocional quando falamos sobre traumas de infância, relatado através de arrependimentos e perdão de várias das personagens, com um inicio lento mas relatado sobre pensamentos interiores mas não deixa de ter um enredo com algumas voltas. Estuda as relações entre mães e filhas em criança, e ainda quando adultas, com as adversidades que existem e a experiência de cada situação. Conseguimos prever o fim quanto a relação entre mães e filhas e a sua continuação apesar de um começo pouco propicio. 
A personagem principal Ruby inicia como uma personagem bem previsível nas suas ações devido ao trauma e histórico relatado ao longo do livro mas tem evolução quase no final do livro. Gostei da redação dentro do livro quando Ruby a jornalista escreve sobre a sua relação com a sua mãe e aqui mais facilmente confirmamos a sua evolução.

Sinopse:

Um romance comovente, luminoso e verdadeiramente humano sobre uma mãe e uma filha: os laços profundos que as unem e o passado que as separa.
Nora Bridge disse adeus ao casamento e às suas duas filhas. Desde então, tornou-se uma célebre figura da rádio, querida dos ouvintes pelos seus conselhos. Ruby, a filha mais nova, ouve com amargura e revolta essas palavras.
Quando a imprensa descobre no passado de Nora um segredo escandaloso, a distância entre mãe e filha torna-se um abismo. Porém, Nora sofre um acidente e Ruby regressa a casa para cuidar da mulher com quem não fala há quase uma década.
Nora insiste que ambas se refugiem na casa à beira-mar onde Ruby cresceu, um lugar impregnado de memórias de infância, de amor e de alegria. Uma outra vida onde Ruby reencontra Dean, o seu primeiro amor de quem era inseparável, até àquele verão em que Nora partiu. Na exploração deste passado familiar haverá ainda espaço para o perdão e para a reconciliação?
Em A Casa Junto ao Mar, Kristin Hannah toca de perto a vulnerabilidade do ser humano, mas também questiona a sua capacidade de mudança numa obra sublime sobre o significado de ser mãe, ser filha e ser mulher.

Boas leituras

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Um amor do passado de Kristin Hannah

Leitura agradável mas triste no assunto quando envolve doenças, enredo claro sem muitas voltas pois conseguimos prever qual será o fim mas existe uma grande reviravolta a meio. Aborda vários temas como famílias monoparentais, como o facto de Madeleine ser mãe solteira e criar sozinha a filha, sobre segundas oportunidades, sobre a vida das celebridades e principalmente sobre o transplante de coração com tudo o o que acarreta para doados e família do dador.

Sinopse:

Um romance sobre as linhas frágeis que nos unem e a possibilidade de obter segundas oportunidades.

Madelaine Hillyard é uma cardiologista mundialmente famosa, mas a sua vida pessoal não é assim tão bem-sucedida: mãe solteira dedicada, está em constante conflito com a filha Lina - uma jovem rebelde de 16 anos desesperada para conhecer o pai. O padre Francis DeMarco é o porto de abrigo de Madelaine, mas o mesmo não se pode dizer do irmão de Francis, Angel, que abandonou Madelaine - e a paternidade - muitos anos antes para ir em busca de fama e fortuna. Quando Angel regressa com uma situação clínica complicadíssima e procura ajuda junto das mesmas pessoas que traiu, a realidade de todos vai mudar para sempre.

Boas leituras

domingo, 28 de junho de 2026



 

O meu nome é Emilia del Valle de Isabel Allende

 Leitura agradável, em que conhecemos Emilia Del Valle e através dela e das suas andanças retrata o Chile na década de 1891 com o advento da guerra civil. Enredo tem voltas e voltinhas e inicia como uma critica a sociedade do seu tempo e no fim transforma-se numa busca interior pelo procurar a si própria no terreno selvagem que é o Chile do Sul.
A personagem principal, Emilia Dell Valle, aparece-nos menina e moça com a idade de oito anos e o retrato fotográfico nos EUA, na pequena missão que é a sua vida e um recanto latino no meio dos brancos. Vemos-a crescer e seguir um caminho pouco pensado para as mulheres do seu tempo, primeiro escritora de romances de cordel, através de um pseudônimo masculino, e depois jornalista, caminhos estes normalmente ocupados por homens. Lemos sobre o despontar sexual e com a guerra vem a perda da ingenuidade devido a violência humana em ambos os lados da equação recuperada com o amor mas não fica no plano cor-de-rosa da questão e parte para se redescobrir, com os indígenas do Chile, escrevendo o seu primeiro romance.

Sinopse:

São Francisco, 1866. Uma freira irlandesa, abandonada após uma tórrida relação com um aristocrata chileno, dá à luz uma menina a que chama Emilia del Valle. Criada com devoção pelo seu carinhoso padrasto, Emilia tornar-se-á uma jovem autónoma e independente, que desafiará as normas sociais do seu tempo para seguir a sua verdadeira paixão: a escrita.

Com apenas 17 anos, publica o seu primeiro romance de cordel, sob pseudónimo masculino. Quando o mundo da ficção se revela incapaz de conter o seu desejo de aventura, Emilia opta pelo jornalismo. No San Francisco Examiner, conhece o talentoso Eric Whelan, com quem partirá para o Chile, para cobrir a iminente guerra civil.

À medida que a guerra se intensifica, Emilia vê-se em perigo de vida e numa encruzilhada, colocando em questão a sua identidade, as suas raízes e o seu destino.

Boas leituras