domingo, 28 de junho de 2026



 

O meu nome é Emilia del Valle de Isabel Allende

 Leitura agradável, em que conhecemos Emilia Del Valle e através dela e das suas andanças retrata o Chile na década de 1891 com o advento da guerra civil. Enredo tem voltas e voltinhas e inicia como uma critica a sociedade do seu tempo e no fim transforma-se numa busca interior pelo procurar a si própria no terreno selvagem que é o Chile do Sul.
A personagem principal, Emilia Dell Valle, aparece-nos menina e moça com a idade de oito anos e o retrato fotográfico nos EUA, na pequena missão que é a sua vida e um recanto latino no meio dos brancos. Vemos-a crescer e seguir um caminho pouco pensado para as mulheres do seu tempo, primeiro escritora de romances de cordel, através de um pseudônimo masculino, e depois jornalista, caminhos estes normalmente ocupados por homens. Lemos sobre o despontar sexual e com a guerra vem a perda da ingenuidade devido a violência humana em ambos os lados da equação recuperada com o amor mas não fica no plano cor-de-rosa da questão e parte para se redescobrir, com os indígenas do Chile, escrevendo o seu primeiro romance.

Sinopse:

São Francisco, 1866. Uma freira irlandesa, abandonada após uma tórrida relação com um aristocrata chileno, dá à luz uma menina a que chama Emilia del Valle. Criada com devoção pelo seu carinhoso padrasto, Emilia tornar-se-á uma jovem autónoma e independente, que desafiará as normas sociais do seu tempo para seguir a sua verdadeira paixão: a escrita.

Com apenas 17 anos, publica o seu primeiro romance de cordel, sob pseudónimo masculino. Quando o mundo da ficção se revela incapaz de conter o seu desejo de aventura, Emilia opta pelo jornalismo. No San Francisco Examiner, conhece o talentoso Eric Whelan, com quem partirá para o Chile, para cobrir a iminente guerra civil.

À medida que a guerra se intensifica, Emilia vê-se em perigo de vida e numa encruzilhada, colocando em questão a sua identidade, as suas raízes e o seu destino.

Boas leituras

sexta-feira, 19 de junho de 2026

O mistério do beco sem saída de Anne Perry

   Leitura agradável, volume da série policial que envolve marido e mulher a trabalhar para resolver o mistério das três mulheres mortas. Enredo que sofre voltas e mais voltas sem chegar a uma conclusão que agrade ao inspetor da policia e seu intendente.
Ele, Thomas Pitt, intendente da policia que ficou com o caso devido ao suspeito ser alguém de posses e filho de pessoa influente, e anda às turras, sem resolvê-lo, sendo auxiliá-lo pela sua esposa, Charlotte, onde um não vai o outro entra com nova perspectiva conseguindo avançar na investigação. Lemos as várias possibilidades conforme o estrato social da era vitoriana e seus modos de pensar, às vezes pouco lisonjeiros para com os outros estratos sociais e cheios de preconceito.

Sinopse:

Em plena Londres vitoriana, e pouco mais de dois anos após Jack, o Estripador, ter aterrorizado as prostitutas do East End, eis que, no sombrio beco sem saída de Pentecost Alley, surge novamente um assassino a actuar em Whitechapel. Claro que a morte violenta de uma simples prostituta não valeria uma investigação especial, pois a sociedade encara essas mulheres como menos que humanas e, assim, merecedoras de tudo quanto lhes possa acontecer.

Mas por baixo do corpo mutilado da jovem encontrava-se um estranho distintivo, cuja insígnia o identificava como o emblema do Clube do Fogo do Inferno, tendo gravado na parte de trás o nome de Finlay Fitzjames, de uma abastada e influente família. Encarregado de esclarecer o caso, o superintendente Pitt não pode permitir-se um passo em falso, pois que júri vitoriano acreditaria na palavra de uma vulgar prostituta contra a de um Fitzjames?

Boas leituras