sábado, 25 de julho de 2026

O vento conhece o meu nome de Isabel Allende

Leitura agradável e triste mas igualmente enternecedora ao conhecer as histórias de Samuel, Leticia e Anita. Três contextos e histórias diferentes que têm em comum o tratamento a crianças quando a sua família é separada e ficam sozinhas. Demonstrando os casos de resistência, transformação pela dor, aprender a seguir em frente e esperança.
Inicia em 1938 com Samuel Adler na segunda grande guerra e com a fuga de comboio das crianças judias, que contrasta mas pouco, com a vida da pequena Anita Diaz, cega, que fugiu da América latina com a mãe, e que vive num centro de detenção para crianças, sem a mãe, ao abrigo da politica de imigração de Trump, isto no presente dia. Temos ainda a história de Leticia que fugiu com o pai após massacre da mãe e dos irmãos às mãos dos militares do governo de El Salvador.

Sinopse:

Viena, 1938. Samuel Adler tem apenas 5 anos quando o pai desaparece, na infame Noite de Cristal – a noite em que a sua família perde tudo. Procurando garantir a segurança do filho, a mãe consegue-lhe lugar num comboio que transporta crianças judias para fora do país, agora ocupado pelo regime nazi. Samuel embarca sozinho, deixando a família para trás, tendo o seu violino como única companhia.
Arizona, 2019. Anita Díaz e a mãe tentam entrar nos EUA, fugindo à violência que reina no seu país, El Salvador. No entanto, são separadas na fronteira, ao abrigo de uma nova lei que regulamenta a imigração, forçando à separação das famílias. A mãe desaparece sem deixar rasto, e Anita é colocada em sombrias instituições de acolhimento. O caso desperta a atenção de Selena Durán, uma californiana de ascendência latina, e de Frank Angileri, um promissor advogado, que tudo farão para reunir de novo mãe e filha. Juntos, vão conhecer de perto a violência que muitas mulheres sofrem em silêncio, sem que dela consigam escapar.
Entrelaçando passado e presente, O vento conhece o meu nome conta-nos a história destas duas personagens inesquecíveis, ambas em busca da família e de um lar. É uma sentida homenagem aos sacrifícios que fazemos em nome dos filhos e uma carta de amor às crianças que sobrevivem a perigos inimagináveis – sem nunca deixarem de sonhar.

Boas leituras

sábado, 11 de julho de 2026

A Casa Junto ao Mar de Kristin Hannah

Leitura agradável e emocional quando falamos sobre traumas de infância, relatado através de arrependimentos e perdão de várias das personagens, com um inicio lento mas relatado sobre pensamentos interiores mas não deixa de ter um enredo com algumas voltas. Estuda as relações entre mães e filhas em criança, e ainda quando adultas, com as adversidades que existem e a experiência de cada situação. Conseguimos prever o fim quanto a relação entre mães e filhas e a sua continuação apesar de um começo pouco propicio. 
A personagem principal Ruby inicia como uma personagem bem previsível nas suas ações devido ao trauma e histórico relatado ao longo do livro mas tem evolução quase no final do livro. Gostei da redação dentro do livro quando Ruby a jornalista escreve sobre a sua relação com a sua mãe e aqui mais facilmente confirmamos a sua evolução.

Sinopse:

Um romance comovente, luminoso e verdadeiramente humano sobre uma mãe e uma filha: os laços profundos que as unem e o passado que as separa.
Nora Bridge disse adeus ao casamento e às suas duas filhas. Desde então, tornou-se uma célebre figura da rádio, querida dos ouvintes pelos seus conselhos. Ruby, a filha mais nova, ouve com amargura e revolta essas palavras.
Quando a imprensa descobre no passado de Nora um segredo escandaloso, a distância entre mãe e filha torna-se um abismo. Porém, Nora sofre um acidente e Ruby regressa a casa para cuidar da mulher com quem não fala há quase uma década.
Nora insiste que ambas se refugiem na casa à beira-mar onde Ruby cresceu, um lugar impregnado de memórias de infância, de amor e de alegria. Uma outra vida onde Ruby reencontra Dean, o seu primeiro amor de quem era inseparável, até àquele verão em que Nora partiu. Na exploração deste passado familiar haverá ainda espaço para o perdão e para a reconciliação?
Em A Casa Junto ao Mar, Kristin Hannah toca de perto a vulnerabilidade do ser humano, mas também questiona a sua capacidade de mudança numa obra sublime sobre o significado de ser mãe, ser filha e ser mulher.

Boas leituras

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Um amor do passado de Kristin Hannah

Leitura agradável mas triste no assunto quando envolve doenças, enredo claro sem muitas voltas pois conseguimos prever qual será o fim mas existe uma grande reviravolta a meio. Aborda vários temas como famílias monoparentais, como o facto de Madeleine ser mãe solteira e criar sozinha a filha, sobre segundas oportunidades, sobre a vida das celebridades e principalmente sobre o transplante de coração com tudo o o que acarreta para doados e família do dador.

Sinopse:

Um romance sobre as linhas frágeis que nos unem e a possibilidade de obter segundas oportunidades.

Madelaine Hillyard é uma cardiologista mundialmente famosa, mas a sua vida pessoal não é assim tão bem-sucedida: mãe solteira dedicada, está em constante conflito com a filha Lina - uma jovem rebelde de 16 anos desesperada para conhecer o pai. O padre Francis DeMarco é o porto de abrigo de Madelaine, mas o mesmo não se pode dizer do irmão de Francis, Angel, que abandonou Madelaine - e a paternidade - muitos anos antes para ir em busca de fama e fortuna. Quando Angel regressa com uma situação clínica complicadíssima e procura ajuda junto das mesmas pessoas que traiu, a realidade de todos vai mudar para sempre.

Boas leituras